E a Vida Continua

terça-feira, 13 de março de 2012

Fertilização in vitro

 •  Postado por Bernardino da Silva Moreira


Tudo começou com a descoberta de óvulos em 1827 no corpo feminino, mas foi só em 1843, isto é, 16 anos depois, que sua função no sistema conceptivo humano seria revelada. 
Em 1884 o médico norte-americano William Pancoast resolve fazer uma inseminação artificial ao injetar esperma em uma mulher que estava anestesiada. É claro que ele não avisou a receptora, que deu à luz um menino. O médico só comunicou a experiência anos depois ao marido. Depois o caso foi esquecido e o tema só voltou a ser abordado em 1937, quando o especialista em fertilidade humana, John Rock, publica um artigo no New England Journal of Medicine, onde sugere o potencial da fertilização in vitro. No ano seguinte resolveu colocar em prática o seu discurso e faz experiências em cobaias humanas. Após anos de estudos e experimentos, isto é, sete anos depois, os resultados começam a aparecer, mesmo assim de forma muito tímida, isto porque dos 800 óvulos colhidos, Rock e sua equipe só conseguem fertilizar quatro deles. Foi um feito inédito que lamentavelmente não foi totalmente coroado de êxito, porque os óvulos não foram implantados em mulheres.
Em 1949 ,o papa Pio XII condena a fertilização de óvulos humanos fora do corpo. Para ele, a prática seria o mesmo que “tirar o trabalho de Deus de Suas mãos”. A advertência do papa parecia ter detido a ousadia dos pesquisadores, quando, em 1961, o cientista italiano Daniele Petrucci anuncia que fertilizou 40 óvulos, dez vezes mais do que conseguiu Rock e sua equipe. E não parou por aí. O Dr. Petrucci anuncia que cultivou em laboratório um embrião humano por 29 dias antes de destruí-lo. Nesse período o embrião já teria adquirido batimentos cardíacos. Essa informação foi como uma explosão que não só abalou os alicerces da Igreja, mas deixou em dúvida a comunidade científica, pois a experiência não foi comprovada. A Igreja Católica classifica a experiência de “sacrilégio”, isto é, “pecado grave contra a religião e as coisas sagradas”, ou como diria o compositor popular “fé cega, faca amolada”. O pior de tudo é que o cientista era italiano, o que seria o mesmo que dizer que o inimigo estava às portas do Vaticano. Sete anos depois, em uma encíclica chamada “Humanae Vitae”, o papa Paulo VI proíbe os católicos de usar métodos contraceptivos e reforça a ligação entre o sexo e a procriação. A mensagem é interpretada não só como um ataque à pílula anticoncepcional, mas também aos métodos de fertilização artificial.
Em 1977 os cientistas Robert Edwards e Patrick Steptoe retiram um óvulo da paciente Lesley Brown e o fertilizam com sucesso. Dias depois, o embrião é implantado no útero de Brown. Um mês depois, descobre-se que a mulher ficou grávida. É a primeira gravidez de proveta. Em 1978 nasce em Oldham, na Inglaterra, Louise Brown, o primeiro bebê de proveta. Antes do nascimento da criança, os pais haviam vendido a história para um tablóide britânico por meio milhão de dólares.
Em 1982, apesar das novas condenações do Vaticano, o jornal Washington Post publica um levantamento que aponta o nascimento de um total de 54 bebês de proveta na Austrália e outros 33 no Reino Unido.
Em 1984 nasce o primeiro bebê de proveta brasileiro: Ana Paula Caldeira, em São José dos Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba.
Em 1997, vinte anos depois do nascimento do primeiro bebê de proveta, outro experimento de fertilidade vira notícia: nasce a ovelha Dolly, o primeiro animal clonado.
Em 2006, um embrião gerado por fertilização in vitro, e congelado há 13 anos é ‘adotado’ e desenvolve-se em um bebê na Espanha, marcando um recorde mundial de viabilidade após um longo período de armazenamento. Um ano depois, a britânica Louise Brown, primeiro bebê de proveta do mundo, dá à luz uma criança, concebida naturalmente. 
Eis aí, de forma sumária, a história da fertilização in vitro. Analisando a questão do ponto de vista material, chegaremos à conclusão que a assistência médica é uma dádiva divina, que beneficia milhares de casais inférteis. Alguns casais conseguem seus filhos através da fertilização in vitro. 
A ciência é essencial ao progresso humano, daí a aprovação e advertência dos Espíritos:
“Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?
“A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.” (Questão 19 de O Livro dos Espíritos).
Vale a pena lembrar que o controle do processo da fertilização in vitro fica por conta dos geneticistas espirituais, que são responsáveis pela escolha dos gametas relativos à fecundação.
Um exemplo da intervenção espiritual está em Missionários da Luz, no cap. 13, onde é descrito o minucioso auxílio prestado por Alexandre ao casal Adelino e Raquel, selecionando um espermatozóide, dentre milhões, para fecundar o óvulo. Apesar de toda tecnologia empregada na fertilização in vitro, o sucesso da experiência depende dos Espíritos responsáveis pelo processo.
Na questão 344 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta aos Espíritos:
“Em que momento a alma se une ao corpo?”
Eis a resposta, repleta de sabedoria:
“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”
Kardec insiste e na 354, volta a inquirir:
“Como se explica a vida intrauterina?”
“É a da planta que vegeta. A criança vive vida animal. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”
Apesar da insistência dos cientistas em considerar a matéria como essencial à vida, e relegarem os Espíritos à imaginação humana e às fantasias da fé da cega, eles ainda não sabem de onde vem a vida. Sem os Espíritos a matéria seria como o metal que veste os robôs que imitam os humanos.
Uma prova evidente da existência e importância dos Espíritos é colocada na questão 356 do livro em pauta:
“Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?
“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado.”
a) – Pode chegar a termo de nascimento um ser dessa natureza?
“Algumas vezes; mas não vive.”
b) – Segue-se daí que toda criança que vive após o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?
“Que seria ela, se assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”
Apesar dos materialistas e ateus e todo aparato tecnológico utilizado em suas experiências, os Espíritos jamais se submeteram aos seus caprichos, a vida vem de Deus e suas Leis são executadas por Espíritos superiores, que estão acima da matéria e da má vontade dos homens.

Bibliografia

– TORQUATO, Evagelista. Revista Fale! – “A medicina que faz vidas”. Ano X, nᵒ 80, Omni Editora, Janeiro 2011, pags. 24 a 37.
– KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB, 76a edição, 1995.
– XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. Pelo Espírito André Luis, cap. 13.

sábado, 10 de março de 2012

Artigo

O Facebook e a vida social

 •  Postado por Cássio Leonardo Carrara

Grande fenômeno atual de interação entre pessoas através da internet, o Facebook, criado por estudantes da Universidade Harvard, localizada em Cambridge, estado de Massachusetts, EUA, representa o ápice do sucesso econômico, social e de comunicação das redes sociais, meios virtuais que permitem a interação de usuários de todo o mundo, criando uma grande rede.
A ideia das redes sociais foi inspirada em uma famosa experiência da década de 1960 que estimava a distância de um indivíduo para qualquer outra pessoa do planeta em 6 graus, ou seja, seria necessário criar uma rede de pelo menos 6 pessoas, em que a primeira conheceria a segunda, a segunda conheceria a terceira, etc., para que duas pessoas, independente do lugar que morassem, pudessem interagir. Com base nessa lógica, uma das primeiras redes sociais criadas foi a SixDegrees.com, que funcionou de 1997 a 2001, e permitia a seus usuários criar listas de amigos em que compartilhavam informações especificando o grau de distância (1, 2 ou 3) que gostariam de atingir.
Uma década depois, o cenário atual lista uma diversidade enorme de redes sociais, divididas inclusive por tipo. Existem as de relacionamento (Orkut e Google +), perfis profissionais (Linkedln), compartilhamento de ideias e conteúdos (Twitter) e até as que permitem anonimato (MySpace). O fato é que nenhuma delas atingiu a magnitude do Facebook, como relata a reportagem da Veja de 8 de fevereiro de 2012, intitulada “O Facebook engole o mundo”. De acordo com a reportagem, “antes que você acabe de ler esta frase, cerca de quarenta pessoas terão se rendido aos apelos do Facebook e aderido à rede social (...). A cada minuto, o Facebook recebe 451 novos adeptos. Hoje já são 845 milhões de usuários, em todos os continentes (na China, o governo bloqueou o site). Em agosto, será 1 bilhão de assinantes”. 
Para se ter uma ideia ainda maior de sua abrangência, no Brasil 75% dos usuários conectados à internet entram no Facebook, faixa similar a dos países europeus; nos Estados Unidos, Canadá e México, esse número varia de 80 a 89% e em países como Argentina e Chile, atinge mais de 90% dos internautas. O Facebook até mesmo diminuiu os 6 graus da experiência de 1960 para uma média de 4,7 pessoas. Se tiver suas ações negociadas em bolsa, estima-se que valerá cerca de 100 bilhões de dólares. Números impressionantes!
Mas o uso do Facebook não traz apenas benefícios e vantagens. Se por um lado pode nos aproximar de pessoas distantes, ou promover reencontros, tem um grande poder de afastar relacionamentos próximos. Muitas pessoas podem conversar diariamente pelo site sem se ver há meses, anos. E às vezes estão separados por algumas ruas apenas. Muitos gostam de acumular amigos, aceitando pedidos de “amizade” sem conhecer o requisitante, correndo inclusive o risco de serem vítimas de pessoas mal intencionadas, com posteriores encontros pessoais que terminam em tragédia.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona na pergunta 766 se a vida social é um princípio natural, ao que obteve a seguinte resposta:
– Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
Fica clara na resposta a necessidade se relacionar com profundidade, com proveito. O Facebook pode trazer isto também? É claro que sim, desde que sejamos prudentes ao utilizá-lo com boas intenções, reaproximando-nos de pessoas queridas que estão distantes, cultivando novas amizades sinceras e, principalmente, não fazendo do computador o substituto de uma companhia real, de carne e osso. Ou teclar freneticamente é melhor que uma boa sessão de conversas e interação com amigos, familiares ou conhecidos? Creio que não!
No comentário da pergunta 768, em O Livro dos Espíritos, Kardec afirma: “Pela união social, eles [os homens] se completam uns pelos outros para assegurar seu bem-estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados”.
O Facebook e todas as redes sociais estão criando um novo conceito de comunicação entre os povos. Basta aprendermos a utilizá-lo com proveito para nossa vida. 

quarta-feira, 7 de março de 2012




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Quem Ama

Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-se para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual o samaritano anônimo da parábola do Mestre, levanta os caídos da estrada, balsamiza-lhes as chagas, abraça-os fraternalmente e segue adiante...
* * *
Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Alexandre de Jesus.
4a edição. Araras, SP: IDE, 1987.

Espitirinhas

96 - NÃO LARGO